O que saber na Art Basel Miami Beach — The New York Times

Ted Loos, Dezembro 2, 2024

Antes um iniciante ambicioso e agora um destaque confiável no calendário do mundo da arte, a Art Basel Miami Beach retorna para sua 22ª edição presencial, de sexta-feira a domingo, com 286 galerias de todo o mundo.

 

Para a maioria dos colecionadores, curadores, consultores e comerciantes, este é o último grande evento do ano antes da chegada das festas de fim de ano. Para quem busca realizar uma grande negociação, o momento é agora.

 

Realizada, como sempre, no Miami Beach Convention Center, o evento é também a última grande feira de arte de um ano repleto delas, incluindo edições anteriores da Art Basel em Hong Kong, em março; em Basel, na Suíça, em junho; e em Paris, em outubro. Sem contar quatro feiras da Frieze em locais distantes e algumas organizadas pela European Fine Art Foundation.

 

A feira de Miami Beach é grande e popular – no ano passado, atraiu 79.000 visitantes. Aqui estão algumas dicas para navegar neste grande evento.

Uma força central da feira sempre foi sua capacidade de aproveitar a posição geográfica de Miami e sua população diversa para destacar galerias, artistas e instituições latino-americanas. “É o ponto de conexão entre a América do Norte e a América do Sul”, disse de Bellis.

 

O Brasil tem uma forte presença este ano. A galeria paulistana Carmo Johnson Projects apresenta uma abordagem filantrópica no mercado ao exibir obras do coletivo de artistas indígenas Movimento dos Artistas Huni Kuin (MAHKU), liderado pelo artista e ativista Ibã Huni Kuin, localizado no estado do Acre, no extremo oeste do país. Os rendimentos das vendas das obras expostas — incluindo “Dau Shawa Pêturi” (2024), uma pintura acrílica vibrante — são destinados a causas locais.

 

A galeria paulistana Gomide & Co. está presente na feira de Miami Beach há 10 anos, e seu fundador, Thiago Gomide, agora faz parte do comitê de seleção de galerias do evento.

 

Gomide estará exibindo uma variedade de trabalhos na seção principal das galerias, incluindo “Sinfonia Nordestina” (2008), uma abstração em cores vibrantes de Beatriz Milhazes.

 

Ele também terá um estande separado dentro do setor Kabinett da feira, destinado a apresentações focadas, com obras de Miriam Inez da Silva (1937-1996), incluindo a pintura “Amor de sereia com pescador” (1983).

 

“É uma introdução empolgante de alguém que não é conhecido pelo público americano,” disse Gomide sobre Miriam Inez da Silva, que frequentemente pintava cenas de lazer. “Ela tinha uma abordagem levemente surreal e um toque leve e humorístico.”