[...] A mostra MAHKU: Mirações marca os dez anos do surgimento oficial
do grupo. A exposição também celebra a longa relação do coletivo com o
MASP, constatado pela grande quantidade de obras comissionadas aos
artistas desde 2017 por ocasião de diferentes exposições e projetos no
Museu. Esta é a maior exposição já realizada com o coletivo, reunindo 108
trabalhos – dos quais 58 pertencem ao MASP –, entre pinturas, desenhos e
esculturas. Incluem-se ainda três novas telas produzidas especialmente
para a mostra, bem como uma pintura realizada nas icônicas escadas do
Museu.
Nesta mais de uma década de produção, o MAHKU segue criando pontes
entre os mundos indígenas e os não indígenas, entre o visível e o invisível.
Ao se associar ao universo das exposições, o coletivo constrói caminhos
sustentados para fortalecer seus modos de existência, fazendo circular
jacarés, jiboias e a “bebida do cipó”, difundindo assim seus mitos, suas
histórias e sua arte.
[...]
A mostra do MAHKU integra o ano da programação do MASP dedicado ao
ciclo Histórias indígenas, que inclui exposições de Carmézia Emiliano, Paul
Gauguin (1848-1903), Sheroanawe Hakihiiwe, Comodato MASP Landmann
de cerâmicas e metais pré-colombianos e Melissa Cody, além da grande
exposição coletiva Histórias indígenas.
MAHKU: Mirações é curada por Adriano Pedrosa, diretor artístico, MASP,
Guilherme Giufrida, curador assistente, MASP, e Ibã Huni Kuin, curador
convidado.