ArtRio
Para a ArtRio 2024 apresentamos obras de artistas conectados às dinâmicas de resistência, ancestralidade e herança cultural brasileira. Com uma tradição coletiva e familiar, o artista indígena adquire e compartilha o seu conhecimento de geração em geração. Assim acontece com o MAHKU - Movimento dos Artistas Huni Kuin, que de pai para filho, dedica-se a manter vivos os mitos de seu povo e os cantos Huni Meka, que são traduzidos em pinturas. Quando vendidas, as telas do MAHKU têm o seu valor direcionado para a compra e recuperação de território na floresta amazônica, e assim, manter a floresta viva."Sell painting, buy land" - MAHKU.
Kássia Borges é artista da etnia Karajá. E ser mulher Karajá é sinônimo de ser mulher ceramista, afinal, esta é uma prática tradicionalmente ensinada de mãe para filha. A série de totens apresentada pela artista, evocam o corpo feminino, em construções que reverberam o que seu corpo de mulher Karajá produz ao se relacionar com o outro.
Kaya Agari é artista da etnia Kurã - Bakairi e entre as principais fontes de inspiração da artista estão os grafismos de seu povo, as pinturas corporais, chamadas Kywenu, que são ensinadas pelos mais velhos: das mulheres às meninas e dos homens aos meninos. As pinturas reproduzem padronagens animais que simbolizam proteção, força e mais um conjunto de características adquiridas e personificadas dos animais, revelando a convivência entrelaçada entre a humanidade e a animalidade, sob a perspectiva indígena.