ArPa: “Do barro ao fio, da terra ao mar”
Past event
Apresentação
Barro e fio. Dois elementos que se encontram nos mitos de diferentes culturas sobre a origem da vida. Os desenhos dos destinos, a construção do passado, presente e futuro. Apresentamos em nosso projeto para ArPa 2025 duas artistas que desenham sua vida e seu caminho na arte contemporânea através desses materiais.
Kássia Borges, mulher indígena Karajá nasce ceramista e desde os anos 80 utiliza seu conhecimento tradicional para falar através do barro sobre sua própria experiência de vida. O primeiro trabalho de Kássia no contexto da arte contemporânea são espécies de potes que levam os nomes de seus três filhos, a argila que cria o mundo também reproduz as vidas geradas por Kássia. Desde então, o trabalho da artista acompanha seus movimentos da vida, ora dialogando com suas relações familiares, ora com sua dinâmica profissional. Sempre olhando para a natureza como inspiração de forma e conteúdo, Kássia Borges sintetiza e sopra sua vida no barro.
Nara Guichon tece uma possibilidade de futuro, uma vez que objetivamente utiliza como matéria prima redes de pesca descartadas no mar em busca de uma manutenção da natureza marítima. Através das tramas, nós e amarrações que realiza com as redes a artista busca a construção de um novo mundo, onde respeitamos e temos a natureza viva. Nara aponta ao cuidado do nosso ecossistema tendo na arte uma ferramenta de resistência e fruição estética. As obras da artista carregam formas orgânicas que lembram seres marinhos prestes a ganhar vida em forma de costuras e teares.
Obras
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Kássia Borges, Circular #1 da série Vovó Pagé, 2025 -
Kássia Borges, Circular #2 da série Vovó Pagé, 2025 -
Kássia Borges, Circular #3 da série Vovó Pagé, 2025 -
Kássia Borges, Circular #4 da série Vovó Pagé, 2025
Installation Views
