ArtRio 2025
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Apresentação
Para a ArtRio 2025, reunimos obras que entrelaçam matéria e conceito,
criando trançados que não apenas sustentam suas construções formais, mas
também abrem espaço para novas leituras poéticas e críticas. Essas obras
evocam a força do gesto de tecer como metáfora de pensamento e de criação.
criando trançados que não apenas sustentam suas construções formais, mas
também abrem espaço para novas leituras poéticas e críticas. Essas obras
evocam a força do gesto de tecer como metáfora de pensamento e de criação.
Kókir (Maringá, 2016) é um coletivo de arte formado por Tadeu Kaingang e
Sheila Souza. As obras do coletivo nascem da relação colaborativa com artistas
da etnia Kaingang e de outras diversas etnias indígenas brasileiras. Ao
desenvolver a concepção do coletivo incorporam a cestaria e visualidade
tradicional Kaingang. Kókir significa fome na língua Kaingang e o coletivo
aborda esse tema em seus múltiplos sentidos. As fibras sintéticas que se
entrelaçam nos trabalhos do Kókir relacionam seus trabalhos tradicionais ao
sistema da arte contemporânea, criando uma nova narrativa para suas
produções dentro da história da arte, retomando questões de autoria e
desterritorialização.
Nara Guichon (Santa Maria, 1955) cresceu trançando e tecendo. A artista
conta que aprendeu a mexer com fios muito cedo, com a família, e que ainda
criança fez seu primeiro tricô. Outra grande paixão de Nara é a natureza, a
artista é uma ambientalista que há 30 anos tem um importante trabalho
ambientalista através da recuperação de redes de pesca descartadas no mar. Ao
unir ambientalismo e seu rigor têxtil técnico adquirido ao longo de sua vida,
Nara adentra a arte contemporânea produzindo esculturas e criando tecidos a
partir das redes de pesca que recupera do mar. Os fios de rede são tramados,
tecidos e tricotados criando obras que emergem a urgente necessidade de
cuidarmos do nosso meio.
Sheila Souza. As obras do coletivo nascem da relação colaborativa com artistas
da etnia Kaingang e de outras diversas etnias indígenas brasileiras. Ao
desenvolver a concepção do coletivo incorporam a cestaria e visualidade
tradicional Kaingang. Kókir significa fome na língua Kaingang e o coletivo
aborda esse tema em seus múltiplos sentidos. As fibras sintéticas que se
entrelaçam nos trabalhos do Kókir relacionam seus trabalhos tradicionais ao
sistema da arte contemporânea, criando uma nova narrativa para suas
produções dentro da história da arte, retomando questões de autoria e
desterritorialização.
Nara Guichon (Santa Maria, 1955) cresceu trançando e tecendo. A artista
conta que aprendeu a mexer com fios muito cedo, com a família, e que ainda
criança fez seu primeiro tricô. Outra grande paixão de Nara é a natureza, a
artista é uma ambientalista que há 30 anos tem um importante trabalho
ambientalista através da recuperação de redes de pesca descartadas no mar. Ao
unir ambientalismo e seu rigor têxtil técnico adquirido ao longo de sua vida,
Nara adentra a arte contemporânea produzindo esculturas e criando tecidos a
partir das redes de pesca que recupera do mar. Os fios de rede são tramados,
tecidos e tricotados criando obras que emergem a urgente necessidade de
cuidarmos do nosso meio.
Para o MAHKU - Movimento dos Artistas Huni Kuin - (Jordão, 2012) o que
está sendo tramado são os mundos; mundo não visível da floresta e o mundo
visível que é revelado ao traduzirem visualmente os cantos e mitos tradicionais
Huni Kuin. A relação que estabelecem com o mundo não indígena ao se
utilizarem da pintura como tecnologia de comunicação complementa a trama
criada a partir da produção artística do movimento. Tramas entre som e
imagem, tendo na arte contemporânea uma plataforma de tradução de uma
cultura oral, geração de autonomia e fortalecimento cultural.
Roney George (Itapetinga, 1973) é um artista nascido no sertão da Bahia,
passa a morar ainda jovem em Salvador onde se forma na escola de Belas
Artes da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Ao elaborar seus trabalhos,
Roney une em forma suas identidades sertanejas e afro-diaspóricas, criando
composições que expõem essas tramas. A nova fase de trabalhos de Roney
incorpora elementos visuais que o artista desenvolve desde o começo da
carreira. Roney leva para a arte contemporânea um trabalho único, que
encabeça a visão de um sertanejo de candomblé, artista e intelectual vibrante.
está sendo tramado são os mundos; mundo não visível da floresta e o mundo
visível que é revelado ao traduzirem visualmente os cantos e mitos tradicionais
Huni Kuin. A relação que estabelecem com o mundo não indígena ao se
utilizarem da pintura como tecnologia de comunicação complementa a trama
criada a partir da produção artística do movimento. Tramas entre som e
imagem, tendo na arte contemporânea uma plataforma de tradução de uma
cultura oral, geração de autonomia e fortalecimento cultural.
Roney George (Itapetinga, 1973) é um artista nascido no sertão da Bahia,
passa a morar ainda jovem em Salvador onde se forma na escola de Belas
Artes da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Ao elaborar seus trabalhos,
Roney une em forma suas identidades sertanejas e afro-diaspóricas, criando
composições que expõem essas tramas. A nova fase de trabalhos de Roney
incorpora elementos visuais que o artista desenvolve desde o começo da
carreira. Roney leva para a arte contemporânea um trabalho único, que
encabeça a visão de um sertanejo de candomblé, artista e intelectual vibrante.
Obras
-
Roney George, Àdúrà, 2025 -
Roney George, Ogan, 2025 -
Roney George, Encruzilhada, 2023 - 2024 -
Roney George, Vaquejada , 2023 - 2024
-
Roney George, Poema para um caboclo sertanejo, 2025 -
Kókir, Kurã /Luz, série Mordidas, 2025 -
Kókir, Emin/Caminho , 2025 -
Kókir, Candói, série Mordidas, 2016
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